Os processos eleitorais mais recentes, em todo o mundo, podem ser comparados a um cabo de guerra, com tendência a um maior número de mãos puxando o lado esquerdo da corda. No Brasil, enquanto Lula vencia tucanos, entre farpas e manobras sujas de campanha, eram os candidatos a parlamentares da oposição a Bush que já se preparavam para renovar o Legislativo americano pela substituição de seus falcões republicanos.
Daniel Ortega, aos trancos e barrancos, conseguiu recolocar o Partido Sandinista da Libertação Nacional no poder da Nicarágua, mesmo após intervenção da diplomacia ianque em disputa acirrada, cujo resultado manifestou forte preferência popular pelo pensamento esquerdista.
No México, adeptos de Obrero saíram às ruas exigindo a recontagem dos votos que suspeitamente deram vitória ao candidato de direita Calderón nas últimas eleções presidenciais do país.
As centralizações, mais ou menos declaradas, do chavismo e do pestismo e as adaptações de governos esquerdistas, na Hungria e na Bulgária, às exigências capitalistas da União Européia demonstram, de outra parte, que as facções historicamente divergentes, cada vez mais, confudem-se em força única.
Porém, confusão está longe de ser verdade, como demonstra muito bem saber a opinião pública, com a reprovação à Guerra contra o Iraque ou o descarte do discurso demagogo e repetitivo dos alckmistas.
É clara a onda de simpatia pela mudança, em detrimento de reformismo estagnatário. E, enfim, ao que parece, todo povo quer nada além da conciliação do nível de desenvolvimento econômico globalizado a que chegou o mundo com o respeito às diferentes soberanias, de modo a garantir que os direitos humanos conquistados, em teoria, possam sair do papel.
Nesse contexto, é também memorável o resultado do referendo realizado na Bolívia para aprovação dos governos federal e locais de quatro províncias do país. O povo confirmou estar ao lado do líder cocaleiro, com mais de 60% de votos favoráveis a sua manutenção na presidência e, ao mesmo tempo, manteve no poder os governantes de direita de Tarija, Pando, Beni e Santa Cruz, opositores a Evo Morales. Só os dois lados dessa disputa parecem não ter percebido que o povo não tem posicionamento sectário por não querer que a administração pública seja objeto de disputas individuais.
São claros os sinais de que a coletividade está amadurecendo e já na quer tratar a política como competição de criança. Para um governo vitorioso, não deve haver adversários, mas, ao revés, as duas pontas da corda devem ser postas de um mesmo lado. E esse não é nem esquerdo, nem direito, mas aquele onde se acha o bem de todos.
Daniel Ortega, aos trancos e barrancos, conseguiu recolocar o Partido Sandinista da Libertação Nacional no poder da Nicarágua, mesmo após intervenção da diplomacia ianque em disputa acirrada, cujo resultado manifestou forte preferência popular pelo pensamento esquerdista.
No México, adeptos de Obrero saíram às ruas exigindo a recontagem dos votos que suspeitamente deram vitória ao candidato de direita Calderón nas últimas eleções presidenciais do país.
As centralizações, mais ou menos declaradas, do chavismo e do pestismo e as adaptações de governos esquerdistas, na Hungria e na Bulgária, às exigências capitalistas da União Européia demonstram, de outra parte, que as facções historicamente divergentes, cada vez mais, confudem-se em força única.
Porém, confusão está longe de ser verdade, como demonstra muito bem saber a opinião pública, com a reprovação à Guerra contra o Iraque ou o descarte do discurso demagogo e repetitivo dos alckmistas.
É clara a onda de simpatia pela mudança, em detrimento de reformismo estagnatário. E, enfim, ao que parece, todo povo quer nada além da conciliação do nível de desenvolvimento econômico globalizado a que chegou o mundo com o respeito às diferentes soberanias, de modo a garantir que os direitos humanos conquistados, em teoria, possam sair do papel.
Nesse contexto, é também memorável o resultado do referendo realizado na Bolívia para aprovação dos governos federal e locais de quatro províncias do país. O povo confirmou estar ao lado do líder cocaleiro, com mais de 60% de votos favoráveis a sua manutenção na presidência e, ao mesmo tempo, manteve no poder os governantes de direita de Tarija, Pando, Beni e Santa Cruz, opositores a Evo Morales. Só os dois lados dessa disputa parecem não ter percebido que o povo não tem posicionamento sectário por não querer que a administração pública seja objeto de disputas individuais.
São claros os sinais de que a coletividade está amadurecendo e já na quer tratar a política como competição de criança. Para um governo vitorioso, não deve haver adversários, mas, ao revés, as duas pontas da corda devem ser postas de um mesmo lado. E esse não é nem esquerdo, nem direito, mas aquele onde se acha o bem de todos.
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