quarta-feira, 20 de junho de 2007

A leitura abaixo NÃO é uma leitura....


Cuidado, o ministério da saúde adverte, esta leitura é imprópria para preconceituosos da vida medíocre seguida pelo cotidiano.

Oh, Biol grande Deusa, filha de Baco dourado, vos saúdo! Venha a mim poderosa Afrodite, vossa sabedoria alcoólica...

Por mais 39,99 sussurro palavras indecente....

- Falar merda, só para alegra o espírito torturado de Dean.

Oh Dean, Hades guerreiro, Deus das guerras insanas, poderoso falo destruidor eu vos saúdo.

Venha a nos, vossos servos maníacos, loucos, por vida

O branco de seus olhos verdes ilumina os prazeres perpétuos de minha alma negra, doente...

Oh Deus dos Deuses eu vos saúdo...

A fumaça coroe o dente sólido das engrenagens que movem o mundo alterado, um sopro de vida derramando na borda da mesa quadrada, cheia de vermes amarelos que deslizam na busca do cominho tortuoso...

Oh Deuses... buscais os cordeiros que tiram os pecados sórdidos do mundo mundano. Livrais tuas almas, Deus, Deusa, It...cabeludo do prazer suíno que deverás tua carne...

...começo...em busca do cyber café perfeito...nada que um nabo não resolva...


Zil, 20 jul. 2007.
20:52:34

terça-feira, 12 de junho de 2007

Dean no supermercado

A gente encontra um cara no supermercado. Havíamos ido lá para comprar a saidera. Daí, olhando para a fila, a gente percebe que não era um cara, mas sim três pessoas fazendo umas putas de umas compras que demorariam mais de 10 min para terminar de passar.
– Puta que pariu! – exclamou Dean.
Antes, a gente estava em um boteco que vendia a cerveja mais barata da cidade. Tínhamos tomado aproximadamente duas cervejas cada um e ido fumar um bom baseado que comprei com um maluco no boteco. O cara que me passou disse que se tratava do famoso manga-rosa do nordeste.

– Depois de mandar essa tronca, vamos para um supermercado 24h perto daqui – perguntou Carlos, um estudante de arquivologia que estava com nós.
– Certamente! – disse com a boca seca pedindo uma cerveja gelada para terminar em algo nível a noite.
– Então, vamos só se for agora...– já saiu caminhando Carlos.

Chegando lá, percebemos que havia uma puta fila do supermercado, um dos caras que estavam passando as compras, que tinha aparência de um viadinho enrustido, depois de ter comprando mais de mil reais por volta das 2h da madrugada!, se estressou porque a porta do lado do supermercado aonde tinha deixado o carro estava fechada e iria acarretar um maior esforço de caminhada dele.
Putz – pensei –, que merda, cara mais chato. Uns 10m a mais de caminhada. Ele tava reclamando para um trabalhador da madrugada. Que se foda. Para que alguém vai reclamar sobre isso? Entretanto, o cara reclamou. Fez um escândalo para o gerente que aquilo era um absurdo. Que não poderia jamais ser fechada a porta. E o gerente, encolhido, disse que aquilo era para segurança.
Nossa, naquele momento Dean, ao meu lado, pensou que tudo que se passava refletia uma pessoa que não se enxerga respeitosa, assim como também pensou que poderia se tratasse de apenas um simples viadinho enrustido da vida.
Assim, depois de Dean, Carlos, Vitor e eu passarmos as cervejas pelo caixa do supermercado, ambos com uma long neck na mão, Dean nos avisou que percebeu que todo aquele drama que o cara fizera estava sendo ridículo ainda.
– O que o cara falou para os malucos do supermercado é tudo drama. Olha onde está o carro que ele parou! – apontou Dean com cara de um desprezo enfurecido.
– Nossa, daria a mesma distância para chegar lá! Tanto faz se qualquer uma das portas estivesse aberta. O cara está viajando demais. Está muito louco, passando mal – disse eu.
– Pois é, acho que ele é um viadinho enrustido que pensa em humilhar as pessoas só para se passar por importante, daqueles bem riquinhos mesmo, dos que moram em uma casa chique. Mas, também pode ser um pau no cu que só curte humilhar um trabalhador que se fode, mas na verdade de dia também é um trabalhador que se fode – questionava-se Dean.
Depois disso, fomos embora. O resto da noite, antes de dormir, não tinha mais como não pensar naquilo. Coisas da vida pós-moderna.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Sobre a não renovação da concessão da RCTV na Venezuela pelo presidente Hugo Chavez

Vamos aos fatos. Os 4,3 milhões que não apoiaram Chavez nas eleições têm as outras redes privadas de televisão como lugares para expressão de suas opiniões, isso é fato. As outras redes fazem oposição ao governo Chavez faz muito tempo.Mas, a não renovação da RCTV não é somente pelo veículo ser de oposição, mas, sim, de ser uma televisão golpista. Se o Chavez conseguiu 80% de votos foi porque ele atingiu uma força política com a população no golpe de estado que tomou e que está todo explicado no documentário “A revolução não será televisionada”.
A partir da volta do Chavez ao poder, ele meio que se tornou inatingível, pois as pessoas começaram perceber a manipulação feita pela RCTV na tentativa de forçar o Chavez a renunciar no golpe (que, inclusive, contou com apoio do exército dos Estados Unidos, como de praxe).
Na Venezuela há uma coisa que no Brasil são bem poucas e com poder quase inexpressivo: as rádios comunitárias. São elas que realmente dão força simbólica para o Chazes conseguir desmascarar as manipulações políticas feitas, como as que as TV’s privadas estão fazendo no Brasil.
O documentário que falei mostra a articulação do golpe contra o Hugo Chavez. É mais ou menos assim (traduzindo para a realidade brasileira): no golpe, a direita, comandada pelo PFL, se articula politicamente com reuniões no Palácio do Planalto pós golpe de estado (até então bem sucedido) com o Roberto Marinho (se ele estivesse vivo). Começam a discutir o que será feito para levar o Lula a renunciar, pois renunciar representaria ele abdicar do poder. Começam a sair notícias na Globo que o Lula renunciou. Entretanto, ele não o fizera e as rádios comunitárias conseguem quebrar o certo da manipulação da mídia e levam mais de 200 mil pessoas às portas do palácio do planalto pedindo a volta de Lula (isso só em Brasília).
Bom, não vou ficar detalhando o golpe contra o Hugo Chavez. É melhor ver o documentário. Acredito que o que já disse é suficiente para levar à compreensão de que as notícias dos correspondentes da grande imprensa do Brasil na Venezuela são sempre de que “milhares de pessoas” saíram às ruas para protestar pelo fechamento da RCTV e “apenas alguns poucos” foram se manifestar a favor. Como não acreditar que nem mesmo menos de 1% dos 23 milhões de venezuelanos saíram às ruas para apoiar a medida do Chavez? Tenham dó!