Há a fama de que o profissional da comunicação nada mais é que o operador de um grande telefone sem-fio, no qual a informação mediada se deturpa como causa de interesses em manipulação do público, ou falta de conhecimento do comunicador.
Hoje, porém, cada vez mais, exige-se preocupação especial do jornalista quando de sua atuação, em relação aos possíveis efeitos que a transmissão de um fato noticioso pode causar ao seu receptor.
Mesmo quando o profissional se propõe a apurar de maneira imparcial um fato qualquer, é inevitável que sua vivência pessoal e seu jeito particular de ver o mundo influenciem o enfoque que será dado a determinado acontecimento por ele relatado. O professor de Jornalismo Básico, Luiz Costa Pereira Junior, ensina que são vários os fatores que prejudicam a objetividade da atuação jornalística e esses vão desde a dificuldade do mediador em se apresentar isento de opiniões pessoais, até o chamado gatekeeper, ou seja, escolhas sem sujeitos, sobre o que deve ou não ser publicado, que dominam os ambientes de edição e se baseiam em concorrência, ou seguimento acrítico da mentalidade geral entre colegas de profissão.
Com o passar do tempo, e a modernização dos veículos de comunicação, o mundo se configurou da forma como atualmente o vemos: um aglomerado de imagens e exploração de apelos visuais. Para remar contra essa tendência crescente, que também fez crescer as possibilidades de convencimento da massa, com publicações tendenciosas e atrativas à visão, surgem críticas de intelectuais como a do historiador inglês Peter Burke. Em publicação no Caderno Mais, de 04/02/2001, intitulada Como Confiar em Fotografias, o autor diz que, a todo cidadão, deveria ser dada oportunidade de conhecer os interesses que estão por trás da informação, em disciplina de ensino específica, de modo que, assim, pudesse ser feita a análise crítica de qualquer notícia ou imagem por quem vê.
A melhor alternativa de que se dispõe, para pressionar os comunicadores a agirem com maior neutralidade e responsabilidade social, é, de fato, preparar os sentidos da sociedade para receber da melhor forma o conteúdo que lhe é apresentado. Além disso, os estudantes de jornalismo devem ter consciência da importância de trabalharem com sinceridade e honestidade, para que a comunicação volte a ser considerada um avanço da modernidade e, não, uma brincadeira infantil de mensagens transformadas, em que um público adulto é tratado como criança.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
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Um comentário:
Bió, esse seu texto é uns 95% igual ao que eu escrevia no primeiro ano da facu! hahahahaha!
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